O que são os stakeholders?

Um processo empresarial abrange interferências de caráter temporárias ou duradouras.O bom desempenho de um projeto depende da opinião e do trabalho de todos os interessados, desde que compreendidas pelos seus gestores. Numa definição simples, o termo stakeholders, em inglês, significa “stake”, interesse; e “holder”, aquele que possui. Na prática são todos aqueles que influenciam uma empresa ou negócio. São estes os interessados pelos projetos, gerenciamento, mercado e produtos de uma empresa. Qualquer indivíduo ou entidade que afete as atividades de uma empresa pode ganhar este título. O termo foi inaugurado pelo filósofo Robert Edward Freeman, que defendia a ideia da interferência dos stakeholders como fundamental no planejamento estratégico.

São várias as formas de classificar os diferentes stakeholders, embora a mais usual é a classificação em internos e externos. Os stakeholders internos são todas as pessoas ou entidades mais próximas da organização e incluem os seus proprietários, os trabalhadores e os gestores. Quanto aos stakeholders externos, estes incluem os clientes, fornecedores, credores, Estado e outras pessoas ou entidades externas à organização, mas que nela possuem algum tipo de interesse e que de alguma forma a possam influenciar.

Ronald K. MITCHEL, Bradley R. AGLE e Donna J. WOOD, em Toward a Theory of Stakeholder Identification and Salience, distinguem que existem sete tipos de stakeholders classificados em:

Stakeholder Adormecido: É aquele que tem poder para impor sua vontade na organização, porém não tem legitimidade ou urgência e assim seu poder fica em desuso, tendo ele pouca ou nenhuma interação com a empresa. Entretanto, a gestão deve conhecer stakeholder para monitorar seu potencial em conseguir um segundo atributo.

Stakeholder Arbitrário: É aquele que possui legitimidade, mas não tem poder de influenciar a empresa e nem alega urgência. A atenção que deve ser dada a essa parte interessada diz respeito à responsabilidade social corporativa, pois tendem a ser mais receptivos.

Stakeholder Reivindicador: Quando o atributo mais importante na administração do stakeholder for urgência, ele é reivindicador. Sem poder e sem legitimidade, não devem atrapalhar tanto a empresa, porém devem ser monitorados quanto ao potencial de obterem um segundo atributo.

Stakeholder Dominante: É aquele que tem sua influência na empresa assegurada pelo poder e pela legitimidade. Espera e recebe muita atenção da empresa.

Stakeholder Perigoso: Quando há poder e urgência, porém não existe a legitimidade, o que existe é um stakeholder coercitivo e possivelmente violento para a organização, o que pode ser um perigo, literalmente.

Stakeholder Dependente: É aquele que tem alegações com urgência e legitimidade, porém dependem do poder de um outro stakeholder para verem suas reivindicações sendo levadas em consideração.

Stakeholder Definitivo: Quando o stakeholder possui poder e legitimidade ele praticamente já se configura como definitivo. Quando além disso ele alega urgência, os gestores devem dar atenção imediata e priorizada a esse.

Dentro da gestão de marketing de uma empresa prestadora de serviços, o processo de gerenciamento de stakeholders deverá ser abordado e considerado pela gestão estratégica, com alguma ênfase no cliente/consumidor dos serviços, sem se esquecerem dos demais stakeholders e das estratégias emergentes as quais, com certeza, irão surgir durante a vida da empresa. Desta forma, a administração “dos” stakeholders se transformará em uma administração “para” os stakeholders. Cabe então ao administrador estar ciente, preparado e munido de ferramentas eficazes para descobrir as necessidades dos stakeholders e qual a forma/método que vira a suprir tais anseios e necessidades, de tal forma que estas informações e contatos mantidos (“Diálogos com Grupos de Interesses” ou “Stakeholders Dialogues”) venham a alavancar negócios, melhorar a imagem da empresa na sociedade, melhorar a situação de credibilidade da companhia perante as instituições financeiras e Governo; enfim, venha a contribuir positivamente com a organização.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

Ronald K. MITCHEL, Bradley R. AGLE e Donna J. WOOD, em TOWARD A THEORY OF STAKEHOLDER IDENTIFICATION AND SALIENCE (2010).

EXAMPLES OF STATED BUSINESS OBJECTIVES THAT INCORPORATE THE STAKEHOLDER CONCEPT.

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Este texto foi escrito por Agnes Maria Cardoso,
em um Short Paper para a disciplina de Introdução ao Marketing,
curso de Secretariado Executivo, UnC.


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